sexta-feira, 26 de maio de 2017

Adoção

Adoção: uma palavra de múltiplos significados e interpretações.


Adoção uma palavra com múltiplos significados e interpretações, no entanto adotar em sua essência é assumir, acolher. E quando acolhemos precisamos estar abertos e preparados, para que a partir de uma escolha com liberdade, possamos também aceitar o outro com respeito a sua história e tudo que fora construído em sua vida. Adotar não é sinônimo de modelar, anular a história do outro. Adotar é amar e dispor-se a caminhar e construir com o outro, a partir de nossa existência do nosso encontro.
Quando um casal conclui que irão iniciar o processo de adoção que é através do cadastro do Juizado da Comarca onde residem, daí inicia o acompanhamento com equipe técnica que acompanhará em todo processo, é preciso ter claro quais são as motivações que tenho? Que temos? Para iniciar o processo?  Lembrando que do outro lado estão vidas que já experimentaram o abandono, a dor da separação e a violência, independente da idade que tenha.
Adotar é um encontro com uma parte de nós que já teve a alma marcada pela dor e também o encontro com uma família de origem, que amou muito, mesmo vítimas de graves carências e limitações.  Por isso não podemos idealizar o filho a filha adotivo a partir de afinidades, traços físicos e biológicos, idades inferiores a 12 meses, que seja negro, branco ou indígena, enfim; Pode ser um risco, pois podemos não construir os vínculos de amor incondicional, que são essenciais, correndo o risco inclusive de acontecer o que ainda não é raro, ou seja as devoluções de crianças e adolescentes após os primeiros meses, para o acolhimento institucional, o que gera mais dor, sentimento de abandono e um incalculável sofrimento a alma. Adotar precisa ser para vida toda, pois os filhos são para vida toda.
Quando iniciamos o processo de adoção, em 2014, foi a partir de muito diálogo e a certeza que nossas vidas iriam mudar em todos os sentidos. Já no início fizemos opção em adotar uma criança até 09 anos de idade independente de sexo, raça, ou situação de saúde. Quando nos chamaram fizeram proposta de duas irmãs de 09 e 11 anos, que estavam em acolhimento institucional fazia quatro anos e haviam passado por uma devolução, imaginem a dor destas vidas? Quando as encontramos pela primeira vez no dia 08 de setembro de 2014 dia da Natividade de Nossa Senhora, ali iniciava uma nova Vida também para todos nós. Hoje a Ruthiana esta com 14 anos e a Ester com 12 anos de pura vida e beleza.
O Antônio chegou em setembro de 2016, prestes a completar dois aninhos, chegou como uma brisa, chegou como um presente inesperado, como uma gravidez não planejada, após também ter permanecido mais de um ano em acolhimento institucional. Mesmo com sua pouca idade, já havia experimentado a dor do abandono em sua vida. Chegou-nos como um anjo e traz muita alegria e descobertas para toda família.

 Podemos afirmar que: os traços o elo que nos une é o fato de sermos humanos e estarmos interligados num Mistério que somente a fé e o amor podem explicar.

Ouro Preto do Oeste, 23 de maio de 2017
Rose Mary Cândido Plans
Josep Iborra Plans
Leigos Missionários Combonianos



terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Eu te farei LUZ

Não basta seres meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: Eu te farei LUZ das nações para que minha salvação chegue até os confins.


Animado@s pelo Espírito Santo e fortalecidos pelo carisma de Comboni nós LMC iniciamos o ano de 2017 com algumas atividades de animação missionária. No dia 12 de Janeiro tivemos a alegria de conhecer Piquiá no Maranhão, local onde estaremos presente a partir de Julho de 2017. Tivemos ainda a grande oportunidade de encontrarmos com Xoanca Carlos e a esposa Dida, recordamos de sua chegada ao Brasil, falamos do presente e sonhamos o futuro com alguns planejamentos LMC em terras maranhenses. No dia 13 a bonita festa do casamento de Marcelo e Adriana, momento de muita fé na celebração do enlace matrimonial. Pe. Carlos Bianch presidiu a celebração. No dia 14 de Janeiro, partimos então para Balsas. Terras onde em 2003 se abriu aos LMC, pelo projeto Brasil/Lichinga, acontecendo assim a nossa primeira ida para Moçambique/África. Terras onde viveu Dom Franco Masserdot, fomos lá para um encontro com 4 pessoas que pretendem fazer uma caminhada mais próxima aos Leigos Combonianos. Tive então a oportunidade de visitar o local onde ocorreu o acidente com D.Franco e também a catedral onde ele foi sepultado, o momento foi de grande emoção, as lágrimas rolaram por minha face, mas aproveitei para pedir que intercedesse por estas vocações que estão surgindo. Encerramos as nossas atividades com a missa na comunidade do Perpetuo Socorro. Nossos agradecimentos à família da Raylene que nos abriu a casa e acolheram estas nossas atividades, aos padres Combonianos que com ardor missionário foram fiéis companheiros.






Maria de Lourdes Vieira
Coordenadora Leigos Missionários Combonianos do Brasil